Informações
Autor: Korkron
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Criado em: Sun Jul 26 2026
Procedimentos Especiais de Contenção

Imagem recuperada da filmadora da família, que se acredita ser o interior do sótão da família Lee. Data impossível de determinar.
Devido à natureza de SCP-2740, qualquer meio de contenção direta é inviável no momento. O acesso a ████ █. ██ St, █████, IN é proibido, e deve ser imposto por funcionários de segurança da Fundação. A história de cobertura Delta-4B "Vazamento de Gás" deve ser disseminada em █████, IN.
Tratamento amnéstico padrão para objetos de risco cognitivo está disponível a todo o pessoal designado para SCP-2740.
Descrição

█████, IN, EUA.
A natureza, a aparência e a potencial existência de SCP-2740 são incertas. Acredita-se que SCP-2740 possa existir no canto noroeste do sótão da casa da família Lee em ████ █. ██ St, █████, IN, um local a aproximadamente 6m da escada que leva até ele.
Indivíduos que tentam se aproximar da escada que leva ao sótão descobrem que não conseguem fazê-lo; embora indivíduos consigam se aproximar da escada e, em certos casos, até começar a subi-la, após inspeção posterior sempre se descobre que esses indivíduos não o fizeram de fato. A razão disso é desconhecida no momento; além disso, não se sabe ao certo se esse efeito sequer existe. A pesquisa sobre esse fenômeno está em andamento.
A única informação reunida a respeito de SCP-2740 foi obtida por meio de entrevistas com indivíduos afetados. SCP-2740 parece incutir uma sensação de pavor intenso em qualquer indivíduo ciente dele, embora a razão disso seja desconhecida. Esse efeito começa ao se entrar na casa em ████ █. ██ St, ou ao se tomar ciência de SCP-2740 por meio de conversa com outros indivíduos afetados por sua natureza anômala.
Entrevista 2740-A
Franklin Lee
A entrevista a seguir foi conduzida após a descoberta de SCP-2740 com Franklin Lee, proprietário da casa em ████ █. ██ St e patriarca da família Lee.
Entrevistador: Dr. K. Dorsett
Entrevistado: Franklin Lee
[INÍCIO DO REGISTRO]
Dr. Dorsett: Quando o senhor começou a notar que havia algo errado?
Franklin Lee: Talvez… sei lá, foi há anos. Mas nem sempre foi assim. No começo era só uma coisa, sabe, dava pra ignorar. Lembro que tinha vezes que eu passava pelo corredor lá de cima e só- só dava uma olhada, e vinha essa sensação.
Dr. Dorsett: O senhor pode descrever a sensação?
Franklin Lee: Como se tivesse alguma coisa lá em cima. Não que eu pudesse ver, nem nada, e a gente também não ouvia nada. O clima na casa mudou, e a gente achou que era porque ela- eu… não, não era isso.
Dr. Dorsett: Sr. Lee? Quem o senhor quer dizer com "ela"?
Franklin Lee: Nossa filha mais velha, a Olivia. Ela foi embora quando tinha dezessete anos, e… tinha umas outras coisas acontecendo naquela época, a gente estava passando por um período difícil. A Olivia foi morar com a irmã da minha esposa, faz anos que a gente não fala com ela. Eu acho… sei lá, talvez a gente tenha começado a notar naquela época mesmo.
Dr. Dorsett: O que o senhor notou inicialmente?
Franklin Lee: O silêncio, tudo ficou bem quietinho. Não parecia uma casa com outras três crianças, sabe, mas… sei lá, foi só se acumulando com o tempo, né? E depois de um tempo eu decidi que precisava saber, precisava descobrir o que tinha lá em cima, o que ela tinha deixado pra-
Dr. Dorsett: Sr. Lee?
Franklin Lee: …Eu tentei, não sei dizer quantas vezes eu já tentei. Eu começo a subir, e abro os olhos, e estou de volta na cama, ou na sala perto da TV, e a sensação nunca vai embora. Pedi demissão, não aguentava o estresse. Não conseguia explicar pra ninguém, todo mundo achava que eu estava louco, mas… teve umas vezes que eu pensei em botar a casa toda abaixo, cheguei a assinar os papéis uma vez, mas aí eu liguei de volta e a empresa não existia mais.
Dr. Dorsett: Por que vocês não se mudaram?
Franklin Lee: …O senhor acha que a gente não tentou? Era igual subir aquela escada; você chega na metade, empurra o alçapão, e você sente, mas aí… aí você está sentado na mesa da cozinha.
[FIM DO REGISTRO]
Após esta entrevista, o Sr. Lee e sua família foram transferidos para Sítio-81 para detenção e exame, com a liberação sujeita a estudo adicional de sua condição mental A família Lee não foi transferida para o Sítio-81. Informações que afirmem o contrário foram comprovadamente imprecisas. A pesquisa a respeito está em andamento.
Entrevista 2740-B
Yvette Lee
A entrevista a seguir foi conduzida após a descoberta de SCP-2740 com Yvette Lee, coproprietária da casa em ████ █. ██ St e matriarca da família Lee.
Entrevistador: Dr. K. Dorsett
Entrevistada: Yvette Lee
[INÍCIO DO REGISTRO]
Dr. Dorsett: Sra. Lee, a senhora pode me dizer alguma coisa sobre por que seu marido não conseguiu detalhar nada sobre SCP-2740?
Yvette Lee: …O senhor não esteve na casa, Dr. Dorsett?
Dr. Dorsett: Não estive, meu posto tem sido aqui na nossa instalação móve-
Yvette Lee: Então o senhor não pode entender. A gente mora lá há vinte anos, e a gente não consegue nem… a gente não consegue fazer nada a respeito também. A gente já tentou de tudo, mas nada funciona.
Dr. Dorsett: Temos razões para acreditar que a senhora entrou no sótão1 em ██/██/████. A senhora pode confirmar isso?
Yvette Lee: Eu- não, claro que não, eu-
Dr. Dorsett: Sra. Lee, isso vai ser muito mais fácil se a senhora puder ser honesta conosco.
Yvette Lee: …Meu marido e eu, nós fomos bons pais, mas a gente brigava com a Olivia por tantas coisas, coisas que parecem irrelevantes agora, mas… aquilo abriu uma fenda entre a gente, e todos nós sabíamos que tinha alguma coisa apodrecendo naquele espaço. Ela não conseguia admitir os erros que tinha cometido. Quando ela foi embora, eu ainda sentia a fenda, como se ela nunca tivesse fechado. Uma noite eu acordei e ouvi ela, e fui até a escada e subi lá pra dentro, e…
Dr. Dorsett: E?
Yvette Lee: …Não sei. Não era a Olivia.
[FIM DO REGISTRO]
Registro de Incidente 2740-A
Após entrevistas com o Sr. e a Sra. Lee e seus filhos, e com vizinhos também afetados por SCP-2740, todos certos da existência de SCP-2740 mas incertos quanto a qualquer outro detalhe, várias tentativas foram feitas de acessar o sótão, tanto tripuladas quanto não tripuladas. Em todos os casos, investigações posteriores revelaram que nenhuma tentativa foi de fato realizada, independentemente das alegações em contrário feitas pelo pessoal envolvido.
Essas tentativas podem ter incluído acesso direto pela escada do sótão no segundo andar, cargas explosivas moldadas posicionadas em vários pontos do teto do segundo andar, acesso por drone pela abertura da escada, acesso tripulado e não tripulado por corte no telhado, e a demolição completa da casa. Conforme afirmado acima, não existem registros de que qualquer um desses métodos tenha sido de fato tentado.
Registro de Entrevista 2740-C
Olivia Lee
A entrevista a seguir foi realizada após a filha mais velha da família Lee, Olivia, ser localizada em █████████, ██, trabalhando como paisagista após mudar seu nome para Rebecca Feldman.
Entrevistador: Dr. H. Garrett
Entrevistada: Rebecca Feldman (também conhecida como Olivia Lee)
[INÍCIO DO REGISTRO]
Dr. Garrett: Sra. Feldman, o que eu quero discutir com a senhora é um fenômeno associado à casa dos seus pais, provavelmente localizado no andar de cima, no-
Sra. Feldman: O sótão, eu sei. Achei que alguém ia vir atrás de mim por causa disso, só não achei que seria tão cedo.
Dr. Garrett: A senhora está dizendo que tem conhecimento desse fenômeno?
Sra. Feldman: Eu deixei meus pais quando era garota, Dr. Garrett. Nós… nós sempre brigamos. Eles não estavam felizes com as escolhas que eu tinha feito, as coisas em que eu acreditava, as pessoas com quem eu andava. Havia raiva ali, tanta raiva que eu achei que ela podia me sufocar. Quando eu fui embora, senti que conseguia respirar de novo. Nunca mais voltei depois disso, mas… às vezes, eu ainda sinto. Sabe aquilo que você sente quando está sonhando, e está tentando fugir de alguma coisa mas não consegue ver, e não sabe se ela está mesmo lá, mas corre assim mesmo? É assim que se sente.
Dr. Garrett: O que levou a senhora a deixar seus pais?
Sra. Feldman: Teve uma noite, a gente brigou, e meu pai tinha bebido e minha mãe estava pior ainda naquela altura, e… eu guardava uma faca embaixo do travesseiro fazia muito tempo, caso acontecesse alguma coisa, e eles entraram no meu quarto naquela noite, não sei quais eram as intenções deles, mas eu saquei a faca e encurralei os dois na parede. A coisa toda parecia que eu estava sendo estrangulada, e foi a primeira vez que eu ouvi, alguma coisa se mexendo em cima de mim. Larguei a faca e corri, e não olhei pra trás.
Dr. Garrett: A senhora… a senhora sabe alguma coisa sobre o que tem no sótão, Sra. Feldman?
Sra. Feldman: Sempre há segredos, doutor. Um lugar só consegue acumular ódio até certo ponto antes de começar a odiar você de volta… Não sei o que tem no sótão, nem se tem sequer alguma coisa lá em cima, e acho que não quero saber.
[FIM DO REGISTRO]
Ao término desta entrevista, a Sra. Feldman foi detida por funcionários da Fundação, à espera de investigação adicional de suas alegações. Atualmente, acredita-se que Olivia Lee não existe, nem nunca existiu. As informações do Registro de Entrevista 2740-C estão passando por exame adicional.