Informações
Autor: DiscoRiscado
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Criado em: Tue Dec 23 2025
Item nº: SCP-518
Classe do Objeto: Neutralizado
Procedimentos Especiais de Contenção

Escola Primária de Westmoreland, Iowa
SCP-518 está contido em uma unidade refrigerada dentro do Necrotério do Sítio-19.
Embora o procedimento padrão de acobertamento tenha sido observado durante o incidente que deu origem à SCP-518, os rastreadores de rede da Fundação devem monitorar combinações de palavras-chave relevantes usadas em conjunto. Estas incluem:
E outros lexemas tangencialmente relacionados.
Descrição
SCP-518 é a carcaça de uma entidade com aparência semelhante a de um personagem "Muppet" de corpo inteiro.
SCP-518 tem 2,1 metros de altura, pelagem verde-escura, chifres amarelos e um nariz laranja em formato de pera. Estilisticamente, SCP-518 possui a linguagem visual e a estética de uma criação dos Muppets, mas não corresponde a nenhum personagem existente da franquia ou de outras mídias relacionadas a fantoches.
A análise química revelou que o corpo de SCP-518 é composto de materiais diversos, incluindo espuma reticulada de poliuretano, fibra de antron e lã. A autópsia encontrou aglomerados desses materiais dentro do corpo, conferindo à entidade massa em regiões onde outros fantoches seriam ocos para acomodar atores humanos.
Após o Incidente-518, SCP-518 deixou de apresentar qualquer sinal de funcionamento. SCP-518 não se decompõe, contudo, a temperatura de resfriamento padrão (2,5°C) ainda é mantida dentro de seu recipiente. Uma análise minuciosa dos órgãos internos de SCP-518 levantou questões sobre a natureza de sua biologia, visto que há poucas diferenças entre SCP-518 e um objeto inanimado. Embora a Fundação não tenha observado SCP-518 em estado ativo, os relatos do Incidente-518 corroboraram que a entidade era móvel e demonstrava aparente consciência antes de sua "morte".
SCP-518 sofreu danos significativos antes de sua morte. Isto inclui:
O corpo de SCP-518 foi descoberto em 25/09/1986 em Newton, Iowa, dentro da biblioteca da Escola Primária de Westmoreland, após um cerco de 2 horas à escola realizado pelas autoridades policiais locais.
SCP-518.1
Depoimentos.
Seguem abaixo depoimentos resumidos de entrevistas com civis realizadas pela Fundação durante sua avaliação do Incidente-518, datadas de 25/09/1986.
Indivíduo
Charles Poyke, 4 anos, aluno da pré-escola da Escola Primária de Westmoreland.
Após ser apaziguado e tranquilizado, Poyke é solicitado a relatar os eventos relacionados ao Incidente-518.
Poyke
Uh, estávamos com a Srta. Teller. E estávamos assistindo à um filme. […] Era dos Muppets. Eles estavam dançando ao som de uma música. Um dos Muppets foi para a frente dos outros e começou a dançar também. […] Ele estava dançando na frente deles. […] Os outros estavam dançando e então pararam. O verde não parou. Eles olharam com raiva para ele. E então o verde parou de dançar.
O verde olhou para eles, depois olhou para nós e então a mão dele saiu da TV. Ele saiu da TV. (Poyke fica visivelmente irritado) Então corremos em volta e ele correu também. Todo mundo gritou (Poyke grita). E foi assustador, ele era um monstro mau.
Indivíduo
Sophia Teller, 28 anos, professora da pré-escola na Escola Primária de Westmoreland.
Teller
Era para ser um dia de atividades ao ar livre. Algumas turmas já estavam lá fora, mas estávamos esperando ser chamados. Então, liguei a TV e coloquei alguma coisa para eles. Um dos funcionários da manutenção tinha gravado algumas coisas em fitas, então escolhi uma delas. Muppets, eles gostam dos Muppets. Eu gosto dos Muppets. Eu estava fazendo minha agenda quando, de repente, eu ouvi gritos e olhei para cima e tinha… tinha a porra de um cara fantasiado de Muppet na minha sala de aula. Eu nem conseguia… Não sei como ele chegou lá. Não fazia sentido. Eu dei um pulo e simplesmente… eu peguei o furador de papel e joguei nele. Provavelmente piorei as coisas, mas eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Só comecei a gritar para as crianças correrem. Saímos correndo da sala.
Indivíduo
Isabelle Nunez, 9 anos, aluna do 3º ano da Escola Primária de Westmoreland.
Nunez
Eu estava esperando para usar o banheiro e eles saíram correndo da sala. E tinha um cara… tipo um cara verde fantasiado perseguindo eles. Eu nem sabia o que pensar, achei que fosse uma brincadeira. Acho que ele não estava perseguindo eles, porque eles correram para um lado e aí o cara fugiu deles, e depois foi para o corredor onde eu estava. […] Ele estava fazendo um som, tipo voz de desenho animado. Tipo (Nunez rosna). Os professores começaram a olhar para fora das salas de aula e começaram a gritar e tinha… tanta coisa acontecendo. Eu senti que precisava fazer alguma coisa, mas estava com muito medo.
Indivíduo
Marcus Slausen, 45 anos, professor de educação física na Escola Primária de Westmoreland.
Slausen
Eu agarrei o desgraçado. Eu soube na hora que tinha algo de errado. Crianças correndo e professores gritando por socorro e… eu estava no corredor, então agarrei aquela maldita coisa. Tentei puxar a… sabe, a máscara da fantasia, mas ele conseguiu me derrubar e saiu correndo pelo corredor. Eu não tinha a mínima ideia do que aquele cara estava fazendo ou como ele tinha entrado, mas eu queria ter certeza de que ele não ia sair. Então, aquele cara correu para a biblioteca e eu peguei uma daquelas enciclopédias enormes perto da entrada e joguei na cabeça dele. Caiu na hora. As crianças estavam gritando, os professores lá dentro também estavam gritando, então eu gritei "Ei, me ajudem!". Eu precisava de ajuda para conter aquele cara.
Indivíduo
Christine Locusky, 58 anos, professora do 8º ano na Escola Primária de Westmoreland.
Locusky
A gente… é, a gente começou a dar uma surra naquele cara, pra usar um termo mais leve. O Mark tava em cima dele, dando socos, e eu também tava na biblioteca, então entrei na briga. Eu soube na hora que aquele cara tava fazendo algo que não devia. Eu precisava proteger meus filhos, essa era a minha prioridade. Então peguei uma cadeira e comecei a bater nele com ela. A Julia e o Leonard vieram e se juntaram a nós. A gente tava batendo e batendo naquele cara… Eu não sei se ele era um pedófilo ou algo parecido, mas ele não devia estar numa escola. Eu tinha um lápis no bolso e simplesmente o esfaqueei com ele, foi a única coisa que me veio à cabeça. Atravessou a mão dele. Tipo (gesticula como se fosse um ferimento perfurante).
Indivíduo
Julia House, 37 anos, professora do 5º ano na Escola Primária de Westmoreland.
House
Entrei em ação imediatamente. Derrubei uma estante em cima dele. Esmaguei-o. Ele ainda estava se debatendo e tentando sair, mas estava esmagado ali embaixo. Ele colocou a cabeça para fora e eu peguei o xale que estava usando. (gesticula) Este aqui. E o enrolei no pescoço da fantasia e tentei estrangular o cara. Fazê-lo desmaiar ou algo assim. As crianças — acho que era uma turma do primeiro ano lá dentro — estavam em lágrimas, apavoradas. Mas eu tinha que pará-lo de alguma forma. Era um homem muito, muito grande e eu não sei do que ele era capaz. […] Ele não desmaiou. Ele se levantou e então, Leonard o atingiu no ombro com uma tesoura.
Indivíduo
Harry Van Horton, 27 anos, policial de Newton, Iowa.
Horton
No começo, achamos que era uma pegadinha. Um cara fantasiado correndo pela escola. A gente nem ia entrar, mas nosso chefe disse: "Não, é melhor mandarem alguém lá", então mandamos. Graças a Deus. Entramos e eles tinham encurralado o cara na biblioteca. Ele se trancou num banheiro pequeno lá dentro e eles não conseguiam entrar. Então, chamamos reforços e tiramos todas as crianças de lá. Não foi tão ruim, já que a maioria das crianças estava lá fora para a gincana, mas garantimos que todas as crianças e professores saíssem. Levou uma hora, enquanto o resto de nós ficava de tocaia do lado de fora do banheiro. Ele não saía. Sem sorte, ele só ficava rosnando ou algo assim. Claramente tinha alguma coisa errada com ele. E eu pensei que era algum mendigo, com certeza, ou… ou alguém que não bate bem da cabeça. Então, arrombamos a porta e, assim que eu o vi, eu… Sei lá, algo na minha cabeça me dizia que esse cara só iria causar problemas. Todos nós descarregamos tudo naquele maluco. Tipo, trinta ou quarenta tiros.
Indivíduo
Sarah Bowens, 5 anos, aluna do jardim de infância da Escola Primária de Westmoreland.
Bowens
Eu vi eles espancando o monstro.
Entrevistador
Como você se sentiu?
Bowens
Ótimo.
Entrevistador
Por quê?
Bowens
Ele era mau.
Entrevistador
Por quê?
Bowens
Ele tinha uma aparência ruim. E não era para ele estar aqui.
A análise da fita que foi mostrada aos alunos revelou uma gravação comum de um episódio do Muppet Show. Não há semelhanças na filmagem com SCP-518.
Como colaboradores frequentes da Fundação SCP, o GdI-402, a Jim Henson Company, foi contatada para obter informações sobre SCP-518. Um contato entre as duas organizações negou veementemente ter conhecimento prévio de SCP-518 e expressou desprezo por diversos elementos estéticos da própria entidade, citando má qualidade de execução e falta de "personalidade".
Um estudo que tentou encontrar efeitos compulsivos relacionados a SCP-518, especificamente sua percepção ontológica ou moral quando observado, não apresentou resultados discerníveis. Vários médicos legistas e patologistas da Fundação, no entanto, demonstraram um manuseio incomumente insensível do cádaver de SCP-518 durante a análise post-mortem.